Clínica Generar - Reprodução Humana
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TRATAMENTOS

CONTROLE DE OVULAÇÃO/COITO PROGRAMADO

O controle de ovulação é utilizado para indicar o período ovulatório e as características do ciclo (endométrio, época da ruptura folicular, duração da segunda fase do ciclo). A ovulação pode ser controlada no ciclo natural, no entanto, estará sempre indicada quando a mulher utilizar medicações para induzir a ovulação. Nos ciclos com medicações de uso oral (menos potentes), o primeiro ciclo deveria ser controlado. Nas induções de ovulação se avalia o número de folículos que estão crescendo, o risco de gestação múltipla, as características do endométrio e a duração da segunda fase do ciclo.

INSEMINAÇÃO INTRAUTERINA (IIU)
Consiste na técnica mais simples de reprodução assistida, dita de baixa complexidade. Nela se manipula em laboratório apenas os espermatozoides (gameta masculino).

A mulher submete-se ao controle de ovulação com ecografias seriadas para determinar o período peri-ovulatório para realização da inseminação. No dia, o parceiro coleta o sêmen por masturbação, e o sêmen é preparado em laboratório. Este preparo, também denominado capacitação, consiste na separação dos espermatozoides do líquido seminal e na seleção dos espermatozoides móveis e normais. O preparo pode melhorar o padrão de movimento dos espermatozoides, tornando-se mais rápidos e direcionados além de remover espermatozoides mortos, otimizando a amostra. Isto é realizado por centrifugação, lavagem do sêmen e utilização de meios específicos para os espermatozoides.

Para que a inseminação intrauterina tenha resultados satisfatórios, após o preparo do sêmen, a concentração total de espermatozoides deve ser aproximadamente 10 milhões de espermatozoides móveis e direcionados. Por isto, em casais cujo espermograma é muito alterado este procedimento não é realizado.

A inseminação intrauterina é a colocação dos espermatozoides preparados dentro do útero, sendo que a fertilização (penetração do espermatozoide no óvulo) ocorre no ambiente natural – as trompas.

Está indicada em casos de fator masculino leve a moderado e para infertilidade sem causa aparente. Não tem indicação quando existe suspeita de fator tubário.

INSEMINAÇÃO INTRAUTERINA COM SÊMEN DE DOADOR

Indicada nos casos de homens com má qualidade ou ausência de espermatozoides, mulheres sem parceiros e casais homoafetivos.

FERTILIZAÇÃO IN VITRO (FIV)
É um procedimento mais complexo que a Inseminação intrauterina. Na FIV a fertilização ocorre fora do corpo da mulher.  Óvulos e espermatozoides se encontram "in vitro", por isto também ficou conhecida como " Bebê de Proveta”.

A paciente fará a indução da ovulação para que vários óvulos amadureçam no ciclo de tratamento. Este estímulo se dá com medicações injetáveis (gonadotrofinas) durante 09 a 12 dias. Durante os dias de estimulação, a resposta ovariana é controlada com exames seriados de ecografia transvaginal. O objetivo é o crescimento de múltiplos folículos, o que resulta na captação de vários óvulos.   Quando os folículos atingem tamanho adequado (aproximadamente 1,8 cm), aplica-se a última injeção que determina o amadurecimento final do óvulo e a captação dos óvulos é definida.

 A punção ovariana para captação dos óvulos é realizada por via transvaginal sob controle ecográfico, com a paciente sedada. Os folículos são puncionados e o líquido folicular é aspirado, sendo os óvulos identificados ao microscópio pelo embriologista. A amostra de sêmen é processada, para seleção dos melhores espermatozoides.

Os espermatozoides são então colocados no meio de cultura onde estão os óvulos para que ocorra a fertilização, ou seja a fecundação ocorre “in vitro”.

Um dia após a punção e a inseminação in vitro o embriologista verifica quantos óvulos estão fertilizados, sendo então denominados pré-embriões.

Os pré-embriões permanecem dentro da incubadora e suas células se multiplicam.   Os melhores embriões são transferidos para o útero da mãe entre o segundo e o quinto dia do desenvolvimento embrionário.

A transferência de embriões é similar a um exame ginecológico, não sendo necessária sedação.  Após 10 a 13 dias, é realizado o teste de gravidez.

 

A principal indicação da FIV é o fator tubário, o fator masculino moderado e os casos de infertilidade sem causa aparente que não engravidaram com tratamentos mais simples.

INJEÇÃO INTRACITOPLASMÁTICA DE ESPERMATOZOIDES (ICSI)
A injeção intracitoplasmática de espermatozoides é a técnica de reprodução assistida em que a fertilização do óvulo ocorre mediante a injeção de um espermatozoide dentro do óvulo

As etapas da ICSI, são iguais as da FIV, exceto o modo com que o espermatozoide penetra no óvulo. Na FIV o espermatozoide penetra no óvulo sem auxílio, e na ICSI o espermatozoide selecionado é injetado diretamente no interior do citoplasma com o auxílio de uma micropipeta.

Um dia após a punção dos óvulos e realização da ICSI o embriologista verifica quantos óvulos estão fertilizados, sendo então denominados pré-embriões.

Os pré-embriões permanecem dentro da incubadora e suas células se multiplicam.   Os melhores embriões são transferidos para o útero da mãe entre o segundo e o quinto dia do desenvolvimento embrionário.

A transferência de embriões é similar a um exame ginecológico, não sendo necessária sedação.  Após 10 a 13 dias, é realizado o teste de gravidez.

A ICSI tem indicação absoluta nos casos de fator masculino grave, no entanto frequentemente suas indicações se sobrepõe às  da FIV.

PERCUTANEOUS EPIDIDIMAL SPERM ASPIRATION (PESA/MESA/TESA/TESE)

A aspiração percutânea de espermatozoides do epidídimo (PESA) é uma técnica simples. Após anestesia local (ocasionalmente com sedação) o epidídimo é puncionado com uma agulha muito fina, o fluido aspirado é encaminhado ao laboratório para a verificação da presença de espermatozoides móveis. Geralmente, o número de espermatozoides no fluido do epidídimo é relativamente grande, mas a motilidade é baixa ou nula. Por isso, o método de escolha é a ICSI.

Se houver espermatozoides excedentes após o procedimento da ICSI, os mesmos poderão ser congelados para utilização em ciclos futuros de ICSI, evitando-se assim a necessidade de outro procedimento. Se não forem encontrados espermatozoides, nova aspiração poderá ser realizada do lado contralateral, ou pode-se realizar a extração de espermatozoides diretamente do testículo (TESA ou TESE).

PESA

A fertilização dos óvulos com espermatozoides provenientes de punções ou biópsias (TESA, PESA, TESE, MESA) é SEMPRE a ICSI, devido ao número e a motilidade reduzidos dos espermatozoides coletados do epidídimo e testículo.

Quando a extração de espermatozoides do epidídimo é realizada com auxílio de microscópio o procedimento se chama MESA – Aspiração microcirúrgica de espermatozoides do Epidídimo. Nesta técnica se realiza uma pequena incisão.

MESA

A aspiração Percutânea de espermatozoides do testículo (TESA) é realizada sob anestesia local e sedação do paciente. Com uma agulha fina o testículo é puncionado e aspirado. O material aspirado é examinado ao microscópio para verificar presença de espermatozoides viáveis. O número de espermatozoides é pequeno no fluido do testículo, principalmente nos portadores de azoospermia não-obstrutivas. Caso não se encontre espermatozoides, nova aspiração deverá ser realizada, no mesmo local ou no lado contralateral, ou então pode-se realizar a extração por biópsia (TESE).

As indicações para TESA são a azoospermia (ausência de espermatozoides no ejaculado).

* Azoospermia não-obstrutiva;

* Azoospermia obstrutiva (falha da PESA);

* Ausência de ejaculação devido à lesão da medula espinhal;

* Ausência de espermatozoides viáveis no ejaculado.

 

A fertilização dos óvulos com espermatozoides provenientes de punções ou biópsias (TESA, PESA, TESE, MESA) é SEMPRE a ICSI, devido ao número reduzido e a motilidade dos espermatozoides coletados de epidídimo e testículo.

Extração de espermatozoides por biópsia do testículo (TESE)

Quando não são encontrados espermatozoides na aspiração do testículo, pode ser feita a tentativa de encontrá-los em fragmento do testículo. Para isto se realiza uma incisão na pele do escroto e uma biópsia de testículo é realizada.  Este procedimento extração de espermatozoides (TESE) por biópsia, também é denominado biópsia de testículo a céu aberto, porque se faz uma incisão na pele.  O fragmento do testículo é removido e enviado ao laboratório imerso em uma solução especial. No laboratório, o tecido testicular é processado e examinado ao microscópio para verificação da presença de espermatozoides viáveis.  Este procedimento é realizado sob microscopia é denominado Micro-TESE.

Atenção, do dia 18/07 ao dia 27/07 o nosso horário de atendimento será das 08h30 às 17h00.